morando sozinha, cronica, giovana quaglio

Sobre como vivi 1 ano com um frigobar

morando sozinha, cronica, giovana quaglio

 

Essa não é uma história de superação, nem passa perto disso. Essa é a história de como passei quase um ano da minha vida dividindo um frigobar com mais três meninas. Não se contam histórias sobre frigobares com tanta frequência, mas essa geladeirinha tem história para contar.

 

Era 2006 e eu fazia faculdade de moda em São José do Rio Preto. Depois de morar por um mês e meio com uma hippie que jogava minha comida fora (era vegetariana e não podia ver carne), acabei encontrando um apartamento para dividir com mais duas meninas (a terceira veio um tempo depois). O apê era lindo, fica na avenida principal da cidade, ao lado do meu barzinho preferido e do Posto de Combustível que era o ponto de encontro da galera riopretense. Cada uma teria um quarto e a vida seria perfeita. Porém…

 

Depois de trazer toda minha mudança e de começar a me sentir como a nova moradora da casa, fui à cozinha e me deparei com aquilo, um frigobar branquinho e pequenininho no lugar que deveria ter uma geladeira. Foi aí que fui apresentada para aquela peculiaridade.

 

As meninas que moravam no apartamento nunca investiram em mobília, então veio fogão da casa de uma, sofá da casa da vó de outra, panelas e potinhos vindos das tias. Foi na hora de encontrar uma geladeira que o problema apareceu, ninguém tinha uma geladeira sobrando. Num daqueles momentos brilhantes, uma das meninas lembrou de um frigobar que estava guardado e pensou “Por que não?”. Foi aí que a geladeirinha entrou na minha vida. Para ser sincera, ela nunca foi motivo de incômodo. Na verdade era ótima na hora de limpar, só quem já descongelou uma geladeira sabe o quanto isso é prazeroso. Não.

 

O frigobar foi motivo de chacota da parte de vários amigos, porque nós morávamos num apartamento super legal e não tínhamos uma geladeira para chamar de nossa. Mas tudo bem, depois de tirar sarro esses mesmos amigos sofriam na hora de colocar a cerveja para gelar. Missão impossível! Mas sabe que pra festeiros nunca foi problema deixar a cervejinha gelada, sempre tinha um isopor cheio de gelo pra fazer a festa!

 

Por outro lado, o frigobar deixou as quatro moradoras bem mais próximas. Nele cabia a comida da semana e só. Nem um doce, nem uma bebidinha. Era tudo compacto demais para esses pequenos luxos. Por uma simples questão de espaço, era impossível aceitar que sobrasse comida do jantar. Então nós decidimos que jantaríamos juntas todas as noites, cada dia uma cozinhava e os cardápios eram deliciosos (o que me renderam vários quilinhos a mais)! Assim não sobrava nada e nenhuma comida ia pro lixo!

 

O tempo passou e no começo do ano seguinte acabei voltando para Mogi. Mas o frigobar continuou lá firme e forte, para a surpresa da moradora que entraria no meu lugar.

 

Essa não é só mais uma história sobre um frigobar. Essa é a história do frigobar que uniu quatro garotas e que me deu uma lição de como ser compacta na vida.

 

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  • Anônimo

    Aiiiiiiii que saudade de Rio Preto…… mas isso foi em 2006 Dona Gizinha…. bjooooo
    Taly Betite

    • Aiiiii Taly! Acho que to ficando maluca kkkkkkk
      Já arrumei!!!!! <3