honduras, navio, giovana quaglio

Sobre paixão e profissão.

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Uma das vezes que fui pra Honduras, quando era marinheira!

Eu fico me perguntando se as pessoas são felizes fazendo o que fazem, trabalhando 7 anos na mesma empresa, passando todos os natais na casa da avó, viajando pra mesma praia de Ubatuba nas férias. Ultimamente tenho me perguntado muito mais sobre isso, porque eu cheguei num estágio da minha vida que só aquele trecho da música do Green Day pode definir: “Another turning point, a fork stuck in the road”. Não sei se vou pra lá ou pra cá, não sei o que quero, nem sei se caso ou compro uma bicicleta, bem, eu casaria se tivesse um noivo, mas nem isso tá rolando!

O que me corrói é pensar em fazer alguma coisa que não me deixa 100% feliz e eu sei que talvez esse pensamento esteja errado, mas poxa vida, que mal tem em querer ser 100% feliz? Também sei que a maioria das pessoas trabalham naquele emprego que acabou acontecendo por causa de um salário melhor, indicação de um amigo ou simplesmente por segurança. Mas por que eu não consigo ser como todas essas pessoas “normais” e arranjar um emprego “normal” que eu só considere como um trabalho, que seja ruim o suficiente pra eu poder postar que odeio a segunda feira no facebook? Cara, é tão difícil entrar na minha cabeça que trabalhar é diferente de ter prazer.

Acho que em todos os casos de sucesso que eu vi por aí, a moral da história é sempre a mesma: faça aquilo que você ama. Mas e se você já não sabe mais o que ama? Eu cresci amando moda, tive algumas oportunidades de trabalhar com isso mas acabei deixando passar. De repente eu descobri que amava ser “marinheira” e esse passou a ser meu ideal de vida. Veio uma onda e inundou todas as minhas certezas e metade por minha vontade, metade por vontade do destino, eu acabei deixando essa vida de mar para trás. Só que agora estou à deriva e não faço ideia de qual seja a minha nova paixão.

Paixão.

Acho que esse é o problema de toda carreira interrompida de repente. Porque a paixão acaba rápido, nunca vi nenhuma durar mais que seis meses. E acho que prolongar a duração dessas paixões podem ser prejudiciais, a ponto de pegar trauma mesmo. Mas enquanto eu fico aqui tentando encontrar uma fórmula secreta para amar (porque o amor, sim, é pra sempre), centenas de pessoas – mais novas que eu – já são sucesso na noite!

Eu estou errada de pensar assim? De simplesmente não querer trabalhar em um banco, vestida de roupa social, trancada no mesmo ambiente o dia inteiro? Bom, pelo menos uma coisa eu já sei que não quero! Sobre querer, a única coisa clara é que quero fazer esse fim de ano voar. E me considero merecedora do meu milagre de natal pra poder começar 2013 diferente e quem sabe assim encontrar um novo horizonte e pegar gosto pela coisa!

Quero aproveitar para te convidar a me seguir lá no Instagram, onde eu compartilho muitas, muitas fotos de todos os lugares pelos quais eu passo! Segue lá: @giovanaquaglio ♥

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